spfw inverno 2009: as meninas são flores em fabia bercsek

Fabia Berseck tem como assinatura o estilo girlie-rocker, e é isto o que mais podemos sentir em seus desfiles – até mesmo quando sua inspiração vem da Amazônia. Fabia foi buscar na lenda da Vitória Régia (uma índia que caiu no fundo do rio em busca de uma lua refletida, transformando-se, então, na planta) o seu inverno 2009 e saiu de lá com várias garotas em uma só. Da flor vieram as cores opacas, o rosa principalmente. Dela também resultam os looks mais femininos e joviais, frescos até. Shortinhos com bordados quase infantis (usados com tênis) e boinas conferem `as meninas roqueiras um ar mais doce. Peças mais soltas e longe do corpo, principalmente a manga-morcego (bastante vista no desfile) e o caftan também aparecem em estampas ilustradas com os traços marcantes da estilista.

fabia

Depois vem o entardecer e a noite. E com ela a lua refletida no rio, objeto de paixão da índia que se afunda nas águas em busca de seu amor. O desfile, então passeia pelas cores mais escuras, pelo couro, pelas transparências. Tal como a desilusão de não encontrar seu amor fez a índia transformar-se, as mulheres de Fabia também mudam. Saias curtinhas em couro, tachas, botas de cano alto, scarpins, vestidos transparentes –  elas ficam mais adultas, é verdade, mas não perdem o frescor, garantido pela influência descontraída dos punhos encontrados tanto nas calças (Alexandre também fez, mas em paetê), como nas blusas. O caftan e a manga-morcego continuam, descendo também até os quadris e transformando-se em vestidos-morcego (difíceis de levar pra vida real, pois valorizam muito mais a modelagem da roupa do as formas do corpo).

Ao fim, a sensação que temos é de que não somos, nunca, nem tão inocentes nem tão maduros – assim como as meninas de Fabia, ora somos índias apaixonadas, ora somos flores e ora somos águas escuras, sendo assim, por consequência, o nosso amigo guarda-roupa.

Published in: on janeiro 22, 2009 at 12:55 pm  Deixe um comentário  

spfw inverno 2009: ellus 2nd floor

A 2nd Floor é a marca “mais jovem” da Ellus, que até a temporada passada era comandada pela Rita Wainer . Eu tinha expectativa pra conhecer essa coleção, feita por uma equipe de estilo (jovem como a proposta da marca!), e o resultado foi bem, BEM bonitinho. Imagina o povo de Gossip Girl fazendo compras na Ellus pra passear numa cidade movimentada, com um inverno mais ou menos: foi assim! Tão Gossip Girl que os acessórios eram os mais legais de todo o SPFW até agora – e o jeito de prender no cabelo, assim de ladinho, é pra copiar tipo djá!

ellusAs  fotos de desfile são todas do charles naseh! 😉

Mais uma vez nessa 26ª edição do eventodeu para ver misturas de estampas na passarela. No 2nd Floor as estampas que se misturam são sempre formadas por cores neutras – detalhe que eu acho incrível e que, mesmo parecendo bobagem, super conta na aparência final do look (que fica menos adolescente e um pouquinho mais adulto, mesmo tão rodado!). As jaquetinhas de couro, que aparecem desde o inverno passado como proposta, se não pegarem agora nas ruas não pegam nunca mais, Brasil: eu to com vontade de ter uma dessas marrons curtinhas daí, viu?!?? Mais legal de tudo: a tendencinha cintura alta + camisetas + cintinho,  apareceu nessa coleção em variações com tricôs finos, com casaquinhos (com mangas puxadas porque né, nosso inverno não é tão frio assim) e com paletós sequinhos. Uma graça do início ao fim!

Published in: on janeiro 22, 2009 at 12:52 pm  Deixe um comentário  

spfw inverno 2009: vá de lenço

Os lenços podem deixar um look bem mais interessante, afinal possibilitam que uma estampa seja coordenada ou adicionada à produção (se o lenço for estampado), permitem a inserção de mais uma cor na montação ou, se tiverem texturas, são um recurso esperto de styling em composições monocromáticas.

Tá, o verão no Brasil é beeeem quente e, muitas vezes, sair com algo amarrado no pescoço não é a mais inteligente das escolhas. Mas a SPFW está acontecendo justamente pra mostrar pra gente o que os estilistas estão propondo para o inverno deste ano. E, pelo que estamos vendo até agora, as marcas continuam desfilando lenços em suas apresentações.  Então aproveita pra ir tirando todos eles do armário porque se depender dos criadores brasileiros, a gente ainda vai fazer muitas amarrações em volta de nossos pescocitos.

montagem-lencos

Published in: on janeiro 22, 2009 at 12:47 pm  Deixe um comentário  

spfw inverno 2009: cinturas altas pela bienal

 Esse é um look que eu A-DO-RO e está tendo aos montes  na Bienal: saia de cintura alta com camisetinha. Dá pra repetir essa coordenação de vários jeitos diferentes pra vários tipos de ocasiões: a saia pode ser mais longa e mais soltinha ou mais curta e mais ajustada, pode ser com cinto ou sem, a saia pode ser em tecido nobre tipo seda ou tafetá (pra ir numa festchinha), a camiseta pode ser lisa ou estampada… E no inverno, gente, dá pra sobrepor jaqueta de couro ou tricozão (tipo do desfile da Isabela Capeto).

cinturaalta

A mulher fica muuuuuuito mais mulher, porque cintura marcada deixa a silhueta mais feminina!!!

Published in: on janeiro 22, 2009 at 12:43 pm  Deixe um comentário  

O verão de 2009

Vestidos são os itens principais do verão porque são versáteis. Tem vestido para todas: jovens e magras adotam os curtinhos e repolhudos, cheios de babadinhos. Menos jovens e nem tão magras saem felizes com longos estampados e rasteiras. Elegantes à toda prova vão adorar os estreitos, comprimento pelos joelhos, montados em pregas e drapeados. E para todas, o corte quimono, em qualquer comprimento.

Jeans: Mais leve, estreito no corte slim ou skinny, em lavagem escura ou no degradê que vai do branco ao azul-marinho. A forma flare é a novidade, releitura das bocas-de-sino dos anos 70. Opção democrática, todas podem usar, tudo depende dos acessórios.

Calças: Agora a pantalona pega. Pelo menos, dependendo da beleza dos looks vistos nas passarelas. Todo mundo usa, até as 456baixinhas. Basta estudar a proporção e resolver com um salto alto.

Shorts: O que foi visto ficou em torno do modelo atlético, debruado e o alfaitaria, em cores claras. Mais uma estação eles serão usados durante o dia e noite, sem medo. Com rasteiras luxuosas ou saltos altos.

Estampas: Compostas por flores, florões, floreios – sempre estilizados, deturpados – nada fofinhas. Também há as marinhas, com formas de vidas subaquáticas, anêmonas, corais e peixes diversos. Muitos listrados, em cores alegres, latinas. Escolham com cuidado para não enjoar em três dias de uso.

Cores: Branco, rosa-magenta, verde-esmeralda, vermelho-coral, azuis, amarelo, beges-pele. E preto, como sempre.

Chic: nos modelos mais especiais, os longos mais formais são pregueados na horizontal, repuxados, drapeados, têm bordados metálicos prateados e decotes bonitos nas costas. É a parte linda das coleções.

Para os homens: Releituras das bermudas cargo. Vale flor, listras, franzidos, quase-balonê. Calças mais para o slim, algumas de gancho baixo e barra ajustada. Blazers leves, para usar com bermudas ou calças. Ou macacões, também freqüentes. Listras em camisas, camisetas e paletós. Coletes e regatas.

Published in: on janeiro 9, 2009 at 12:43 pm  Deixe um comentário  

Quando uma cena de cinema explica muita coisa…***

Published in: on janeiro 6, 2009 at 11:47 pm  Deixe um comentário  

O VESTIDO DO ANO ***

Pense em um modelito que é, ao mesmo tempo, curto, justérrimo e decotado. Qual a chance que isso tem de não cair na vulgaridade que é abominada por verdadeiras it girls? Se for um autêntico Hervé Léger,a chance é de 100%. Dos red carpets de Hollywood aos eventos mais bacanas de São Paulo, o famoso bandage dress da marca fez sucesso – e fez bonito!

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Published in: on janeiro 3, 2009 at 1:26 am  Deixe um comentário  

Cinema, pipoca, e …. estilo!

Sabe quando você sai do cinema e, por mais que tenha gostado do filme, só consegue pensar em um dos vestidos mostrados na telona? Não importa se o modelito inspirou, fez lembrar de uma peça esquecida no closet, deu vontade de copiar na íntegra ou, apenas, criou um desejo distante, o fato é que looks icônicos são eternos. Quem é que não ficou de olho……..

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……no vestido amarelo de “Como Perder um Homem em Dez Dias”? Kate Hudson dá uma voltinha para Matthew McConaughey, arremata a peça com um diamante gigantesco, bebe todas, dá vexame na festa e… o que fica na mente é o decote mais do que perfeito das costas do modelito!

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….nas botas Chanel de “O Diabo Veste Prada”? Andy (Anne Hathaway) Sachs ressurge em versão repaginada na redação da Runway e deixa todo mundo sem palavras. Todo mundo mesmo, até Gisele Bündchen!

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….na camisola de “De Repente, 30”? Aos 13 anos, a personagem de Jennifer Garner tem um desejo relâmpago de acordar com 30 (tolinha, tolinha!). O pedido é atendido e, no susto, ela sai pra trabalhar com a mesma peça de cetim com renda que usou para dormir. Já chamava a atenção bem antes da moda atual, que leva – com muita classe – as roupas de dormir para as ruas!

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…… nas jóias dos sonhos de “Uma Linda Mulher”? Talvez por culpa do look vermelho “vou à ópera”, Julia Roberts foi alçada ao posto de estrela máxima de Hollywood depois deste filme. Alguém ousaria resistir ao incrível colar gentilmente colocado por Richard Gere?

Published in: on dezembro 26, 2008 at 5:30 pm  Deixe um comentário  

A bolsa ou a vida

 “A moda é um luxo, não é uma necessidade, ela deve fazer sonhar”, afirmou o estilista Marc Jacobs ao jornal francês “Le Monde”, na Semana de Moda de Paris. Foi uma grande rabissaca a quem lhe perguntava sobre a crise mundial que dominava – e ainda domina – as machetes. Só que, por mais que a indústria da moda faça de conta que não é com ela, não é beeeem assim, não. Tirando os ermitãos que vivem de luz, todo o resto do mundo é afetado quando uma crise nessas dimensões nasce e cresce bem no meio do coração capitalista: os bancos.

Paris - Louis Vuitton Spring 09, by Marc Jacobs

Paris – Louis Vuitton Spring 09, by Marc Jacobs

Não é a primeira crise econômica por que o mundo passa. Pode-se dizer que a Grande Depressão de 1929 foi maior (afinal o que são 13 bancos quebrados, diante de mais de 1.500? Isso só nos EUA), mas veja o quanto o mundo mudou em quase 80 anos! Um banco quebra aqui, ferra uma empresa do outro lado do oceano – ou até um país inteiro, veja o caso da Islândia. E desta vez diversas gigantes da moda serão atingidas frontalmente. No século XXI, uma empresa familiar fechadinha virou coisa do passado. O planeta fashion é dos super-conglomerados, como LVMH (Louis Vuitton, Fendi e Moët & Chandon, entre outras) e PPR (que controla o grupo Gucci), por exemplo. E eles se capitalizam onde mesmo? No mercado de ações!

Na bolsa de valores de Paris, é possível adquirir ações da Hermès ou Dior. Em Milão, temos Valentino e Hugo Boss, do grupo Parmira. Nos EUA, Ralph Lauren. Agora, pense: as estimativas apontam que o mercado acionário global (a soma de todas as bolsas do mundo) já perdeu mais de US$ 15 trilhões com a crise. É MUITO dinheiro, é como se toda a economia do Brasil tivesse evaporado umas oito vezes (o PIB nacional é de US$ 1,9 trilhão). Se eu fosse acionista de qualquer empresa, de moda ou não, de luxo ou não, certamente estaria surtando uma hora dessas. Óbvio que quanto mais forte é uma marca, menos suscetível ela fica à volatilidade do mercado. Mas ninguém passa incólume pela ciranda financeira. Duvida? Olha o gráfico da LVMH:

J'Adore, um dos perfumes mais vendidos no mundo

J’Adore, um dos mais vendidos no mundo

Na França, a indústria da moda só perde para o turismo na geração de divisas para a economia. É uma força gigantesca! Diante de tal cenário, analistas de mercado já apontam que as grifes terão que investir ainda mais em um caminho no qual já vinham seguindo: uma clientela maior e menos seleta. Claro que sempre existirão ricos no mundo, mas nos últimos anos o mercado de luxo vem sendo alimentado por uma classe média que faz malabarismos com o orçamento, mas sabe o que é bom. Gente que não pode se atrever num vestido de alta costura Dior by Galliano, mas que compra um frasco de J’Adore ou expreme no cartão de crédito um óculos, uma bolsa, um chaveirinho…

Ok, falar em recessão é exagero, mas que o ritmo deve cair, isso deve. Depois de crescer 13% em 2007, o segmento de luxo espera uma expansão mundial de no máximo 8% neste ano, segundo a Eurostaf, consultoria do grupo que edita o jornal econômico francês “Les Echos”. Com seus tradicionais mercados (Europa, EUA, Japão) em declínio, especialistas ouvidos pelo jornal apontam que o movimento dessas empresas deve ser nos países emergentes, com economias em expansão, que não estão tão ligados ao epicentro da crise e com um consumo interno aquecido.

Loja da Tiffany em SP

São países como Brasil, Rússia, Índia e China, que não por acaso formam no “economês” a sigla BRIC e que responderam por 26% das vendas da Louis Vuitton em 2007. E aí o nosso país tem pontos positivos e negativos: por um lado, o mercado de luxo cresceu 35% entre 2000 e 2006 e já temos Tiffany, Chanel, Dior, Burberry… por outro, o público consumidor se concentra em SP (principalmente) e Rio. Sem falar na violência…

A Prada, que tinha anunciado a intenção de abrir seu capital em 2008, não é boba nem nada: está tudo suspenso até o mercado se acalmar.

E lembra do tal “Gisele Bundchen Stock Index”, que subia alucinadamente, que passava a Dow Jones e tal? Pois é, despencou. Nem Gisele segurou a crise.

* Não tem jeito. Depois de anos no batente, por mais que eu me esforce pra não falar de bolsas e crises e tais, a repórter de economia acaba gritando!

Published in: on dezembro 25, 2008 at 11:21 am  Deixe um comentário  

A festa de Samuel Cirnansck

Com a missão de deixar a mulher mais feminina, o estilista cria vestidos que parecem obras de arte…

Ele já ajudou a compor figurinos de óperas e iniciou sua carreira criando camisetas, há 15 anos. Já nessa época, Samuel demonstrava vocação para a alta-costura ao aplicar bordados e detalhes elaborados nessas peças básicas. “Só isso não me satisfazia. Queria mais exuberância”, lembra. Em 1999, criou sua marca e descobriu o talento para vestidos. Logo passou a extravasar a criatividade em coleções para o Amni Hot Spot, evento destinado aos novos criadores e sua porta de entrada para o São Paulo Fashion Week, onde desfila desde 2005. Entre decotes, volumes e trabalho artesanal, ele encontrou a fórmula para deixar a mulher deslumbrante. Não é por acaso que se tornou um dos estilistas mais desejados quando o assunto é festa. Há três anos, passou a vender suas peças apenas sob encomenda no ateliê, em São Paulo. Ele recebe clientes que buscam modelos quase sempre para casamentos. Tudo é feito do jeito tradicional. Elas chegam, conversam cerca de uma hora com o estilista e encaram uma sessão para tirar as medidas. “O estilo de cada uma é levado em conta, mas todas sabem que sairão daqui com um vestido superfeminino, que valorize o corpo” afirma Samuel. Ele lembra que o trabalho à moda antiga está mais atual do que nunca. “Existe público que procura exclusividade e está aberto a propostas que fogem do convencional”, diz.

Depois de sair do croqui, o vestido ganha formas no busto de provas, com a técnica de moulage. Samuel chega a trabalhar dois meses em uma peça até que fique perfeita.

VERÃO 2008/2009


Em suas coleções, as cores escuras sempre tiveram força, mas, nesta temporada, o estilista apostou alto no bege. “A cartela está doce, pois a moda pede romantismo”, diz. Sua referência foi o pintor francês Jean-Marc Nattier, que retratava as mulheres do século 18 do jeito mais bonito possível. Corpetes justos, tecidos nobres e bordados delicados aparecem em vestidos longos e curtos, usáveis em grandes festas, inclusive por noivas, uma de suas especialidades.

TECIDOS E ACABAMENTOS


Os detalhes são fundamentais em suas criações, pois fazem com que as peças se tornem únicas. “Gosto de trabalhar aos poucos, como se estivesse pintando uma tela. Chego a demorar dez dias em um acabamento”, lembra Samuel. Seda, georgette, xantungue e veludo são os tecidos mais utilizados. Ele também sabe como ninguém misturar a delicadeza com a transgressão, como rendas e transparências aliadas a barras puídas e peças de metal.

Outras coleções nas passarelas


Silhueta marcada, pregas, bordados e peças superbem modeladas sempre estiveram presentes nas coleções de Samuel, que conquista cada vez mais anônimas e famosas. Atualmente, veste atrizes como Paola Oliveira, Deborah Bloch e finaliza o vestido de noiva de Juliana Paes.

 

Onde encontrar 
Rua João Moura, 287, São Paulo, SP – Tel. (11) 3891-1733

Published in: on dezembro 24, 2008 at 8:00 pm  Comments (1)